Carrefour Brasil obtem alta de rendimento no segundo trimestre de 2018

Impulsionado pela expansão de vendas do setor de atacado, o Carrefour Brasil obteve um lucro líquido de R$ 440 milhões no segundo período trimestral de 2018. Comparado aos números conquistados no ano passado, o valor corresponde a uma alta de 47% no trimestre. A queda dos juros na economia e a redução das dívidas da companhia também ajudaram no resultado positivo.

Desempenho similar foi verificado pela concorrente do setor, a companhia GPA, que publicou um resultado superior em cinco vezes ao obtido no mesmo período de 2017. Também facilitada pela expansão do setor de atacado, os ganhos com a política de reversão de tributos foi outro fator vantajoso para o grupo.

De acordo com as pesquisas e os balanços da companhia, o setor de Atacadão teve uma alta de cerca de 20% antes da depreciação, amortização, impostos e juros, que sofreram ajustes no segundo período trimestral em relação ao ano anterior, o que significou R$ 593 milhões. Em virtude dos grandes estoques de produtos nas lojas da rede, o grupo anunciou que não foi prejudicado de maneira intensa pelos efeitos da greve dos caminhoneiros.

No entanto, segundo levantamentos nesta área de comércio, a Páscoa no início de Abril e a paralização atingiram significativamente as companhias de supermercados. Segundo as pesquisas, o Ebitda da unidade recuou perto de 38%, significando R$ 161 milhões. De acordo com o levantamento do Carrefour Brasil, a Páscoa e a greve acabaram por impactar o setor, e foram responsáveis por mais da metade da queda nas vendas.

A empresa ainda informou que o ramo que mais obteve crescimento no varejo foi o comércio eletrônico, com o GMV (valor bruto de vendas) alcançando 123% de alta no período. Comparado com os resultados de 2017, foi uma elevação de 21% nos resultados. O aumento da variedade nos produtos fornecimentos certamente ajudou a empresa: sua taxa de crescimento foi de 34% em relação ao primeiro trimestre.

Com base no balanço, o grupo Carrefour Brasil, que anunciou que pagará dividendos de R$ 122 milhões aos seus acionistas, fechou o resultado financeiro no período com R$ 55 milhões negativos. Em 2017, o resultado negativo foi de R$ 216 milhões.

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