Diferenças sociais e econômicas nos exames são superadas por mentalidade positiva

Um dos maiores e mais importantes exames para estudantes no Brasil, o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) é o primeiro desafio para quem pretende conquistar uma vaga no ensino superior.

De acordo com o Enem, quem tem as melhores notas são os inscritos do sexo masculino, ainda que a maioria dos avaliados sejam do sexo feminino. O desempenho mais eficiente se estende nas quatro áreas exigidas no exame.

Quem está no grupo das maiores notas em geral tem um perfil semelhante, com a idade de 17 a 19 anos, e são estudantes de escolas particulares com uma renda familiar que ultrapassa os 10.000 reais. Numa pontuação de 0 a 1000, a nota desse grupo é maior que 781.

Conforme demonstra os dados que são do ano de 2016, houve uma diferença de desempenho entre estudantes de diferentes sexos. De acordo com a pesquisa que foi realizada pelo Estado de S. Paulo, são considerados os melhores desempenhos dos dois anos passados, e existe um padrão que se repete que não são notícias.

70% do pais dos alunos entre os 1000 melhores do Enem, já fizeram uma graduação ou pós-graduação. Cerca de um quarto dos pais desses avaliados possui uma renda maior de 17.600 reais.

De acordo com especialistas os estereótipos que permeiam o perfil dos candidatos não podem limitar o desempenho na avaliação. Apesar das diferenças sociais, econômicas e de gêneros, o sistema neurológico tem a mesma capacidade em pessoas com perfis diferentes, ainda que as facilidades e as dificuldades possam influenciar.

Um exame realizado internacionalmente aponta algumas disparidades entre o desempenho de meninas e meninos nas avaliações de Matemática e Ciências. Em geral, o exame conhecido como Pisa, aplicado pelo Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que é comum um maior resultado dos meninos na área.

A motivação é outro fator fundamental que influencia no resultados dos exame. Estudantes mais motivados tem uma nota 18% mais alta em Ciências que os menos motivados. Ou seja, a mentalidade do estudante é o que mais influencia na nota, e tem até mesmo um poder maior que a origem socioeconômica do inscrito, conforme indica a pesquisa.

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