Nova diagramação dos cadernos de prova do Enem permitirá economia de papel

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou no dia 11 de março deste ano que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) passará por novas mudanças em 2019. Segundo o instituto, a edição do exame deste ano contará com uma nova diagramação, onde as provas aplicadas serão reestruturadas de forma que será possível economizar papel.

Além dessa mudança de reestruturação e diagramação das páginas da prova do Enem, o Inep divulgou em novas notícias que o exame contará com mudanças na coleta de dados biométricos com o objetivo de reduzir o número de colaboradores durante a aplicação das provas. Para colocar isso em prática, o Inep planeja criar uma espécie de plataforma de educação online.

Com todas essas alterações, o Inep espera uma economia em torno de R$ 42 milhões. Quando comparado com o Enem aplicado em 2018, essa economia representa uma parcela de 10% dos custos totais da prova.

O Inep informou ainda no ano passado que o custo da aplicação da prova do Enem foi estimado em R$ 84,66 por candidato. Ao todo, o exame contou com a participação de R$ 5,5 milhões de estudantes, sendo que deste total 24,53% faltaram na prova nos dois dias de aplicação do exame. Ainda sobre esse total, apenas 1,9 milhão dos inscritos pagaram pela prova, que foi aplicada aos estudantes no valor de R$ 82,00.

Segundo as informações divulgadas pelo Inep, essas novas medidas estão de acordo com o “Programa de Redução de Custos e Otimização dos Recursos Logísticos” que foi implantado no início deste ano no país. O programa visa a contratação de especialistas externos para desenvolver novos processos de liderança, gestão, realinhamento conceitual e estrutural e redução de custos.

Durante a divulgação dessa reestruturação das provas, Marcus Vinicius Rodrigues, que é o atual presidente do Inep, revelou que essa redução estimada pelo instituto poderá ser ainda maior.

“Já está definido que a coleta de dados biométricos será feita com uma pequena esponja que pode ser reutilizada por pelo menos três mil vezes. Enquanto que nas edições anteriores do exame as coletas de dados biométricos foram feitas com uma lâmina de grafite onde a utilização era individual”, disse Marcus Vinicius Rodrigues.

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