Em julho, Índice de Confiança Empresarial avança 0,6 pontos, diz FGV

Resultado de imagem para Em julho, Índice de Confiança Empresarial avança 0,6 pontos, diz FGV

De acordo com informações divulgadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no dia primeiro de agosto, no mês de julho o Índice de Confiança Empresarial (ICE) avançou 0,6 ponto, ante junho, alcançando o total de 84,8 pontos – em uma escala de zero a 200 pontos. Trata-se de um resultado que recupera parte da perda de 2,0 pontos registrada na passagem de maio para junho.

Em nota oficial, o superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Aloisio Campelo Junior, declarou – “A perda de confiança decorrente da crise política deflagrada em 17 de maio foi relativamente pequena até agora. As expectativas empresariais tornaram-se menos otimistas, comprovando a sensibilidade aos níveis de incerteza econômica, mas os indicadores que retratam o grau de satisfação das empresas com a situação corrente dos negócios mantiveram a tendência de alta gradual, em linha com a lenta retomada da economia em 2017”.

O Índice de Confiança Empresarial junta os dados das sondagens da Indústria de Transformação, Serviços, Comércio e Construção. A coleta do ICE reuniu, durante os dias 3 e 26 de julho, informações de 5.027 empresas dos quatro setores.

De acordo com o levantamento, os empresários estão mais confiantes no momento presente – o que pode ser observado pela alta de 0,7 ponto do Índice da Situação Atual, que chegou a 80,3 pontos. Já a avaliação sobre o futuro, medida pelo Índice de Expectativas, segue estável em 91,7 pontos – mesmo patamar do mês anterior.

Entre os quatro setores empresariais pesquisados, as altas foram na indústria (1,3 ponto), serviços (1 ponto) e construção (0,4 ponto). Já o comércio teve queda na confiança (-2,3 pontos).

O ICE

A intenção, segundo a FGV, é que o Índice de Confiança Empresarial permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica. O cálculo considera os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações retiradas das pesquisas estruturais anuais realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A trajetória do presidente do Banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi

O presidente do Banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, nasceu em 6 de outubro de 1951, na mesma cidade de origem da instituição bancária – o município de Marília, do estado de São Paulo, situado na região Centro-Oeste Paulista. Ele formou-se em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FLCH–USP) e é pós-graduado em Sócio psicologia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

No Banco Bradesco, foi em 1969 que o executivo iniciou carreira – ele tinha apenas 18 anos de idade. Começou como escriturário e passou por todos os outros escalões de hierarquia, incluindo as áreas de previdência privada e de marketing. Depois de 20 anos de casa, lá em 1999, aos 47 anos, Luiz Carlos Trabuco Cappi chegou à vice-presidente do banco.

O executivo ainda destacou-se no cargo de chefe da Bradesco Seguros – essa função ele assumiu em 2003 e deixou em 2009 – ano em que, então, assumiu a presidência da instituição bancária, como sucessor de Márcio Cypriano.

Como presidente da empresa

No comando do Banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi promoveu a criação de uma universidade corporativa, buscando a renovação dos quadros de liderança e conversando com executivos de todos os escalões da companhia.

No início da gestão do executivo, foram estabelecidos, por exemplo, rituais para dar autonomia aos que ascendiam no banco. Reunidos no Salão Nobre da instituição, eles recebiam o direito da palavra – mas já com o alerta feito por Trabuco de que “quem recebe o microfone deve ter o que falar, passar uma mensagem, vocalizar posicionamentos, uma estratégia e um plano de ação”.

A grande chance

Quando Luiz Carlos Trabuco Cappi assumiu, em março de 2009, a presidência do Bradesco, o banco havia acabado de perder a liderança de mercado. Cerca de seis anos depois, surgiu uma grande oportunidade que manteria a instituição na briga pelas primeiras colocações no ranking de ativos. Trabuco soube aproveita-la e concretizou a compra da filial brasileira do HSBC por US$ 5,2 bilhões, em agosto de 2015.

“Com o HSBC, conquistamos de uma vez o que demoraríamos cerca de seis anos para obter por meio do crescimento orgânico [ou seja, a melhora do desempenho interno da empresa]”, ressaltou, na ocasião, o presidente da empresa bancária. A transação também rendeu ao executivo o título de Empreendedor do Ano nas Finanças, dado pela ISTOÉ Dinheiro – uma revista brasileira de economia e negócios publicada pela Editora Três.

Outros prêmios do atual presidente bancário

Em 2009, o executivo integrou a lista das 100 personalidades mais influentes do Brasil, publicada pela revista Época. Compunha a lista quem se destacou pelo poder, pelo talento, pelas realizações ou pelo exemplo moral. A escolha dos membros foi feita pela redação da revista, com a ajuda de milhares de leitores e de especialistas de diversas áreas. Luiz Carlos Trabuco Cappi integrou a categoria “Empreendedores & Pioneiros”.

O executivo também ganhou o troféu como Personalidade de Seguros do Ano duas vezes – em 2003 e em 2007. A primeira vez foi logo que assumiu o comando como presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência. A segunda foi por conta dos quatro anos da gestão de Trabuco no comando da seguradora.

A indicação para o Ministério da Fazenda

No início de 2015, Luiz Carlos Trabuco Cappi foi cogitado pela então presidente do Brasil Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Fazenda. No entanto, o executivo não aceitou o convite.

Brasileiros não estão preocupados em poupar dinheiro para a aposentadoria

Educação financeira não é o forte do brasileiro. Guardar dinheiro para a velhice não é prioridade para a maioria da população. Mesmo para quem tem uma renda acima da média, menos de 5% dos brasileiros declararam ser poupadores de dinheiro, segundo o Banco Mundial.

A conclusão é que a maioria dos brasileiros não consegue poupar para o futuro. No Brasil, a classe social não diferencia quando o quesito é poupar dinheiro. Em uma comparação feita com nove países, o Brasil é o que teve o menor número de pessoas que economizam dinheiro para aposentadoria. Nos dois extremos de renda, menos de 5% são poupadores, sendo que a classe alta ficou entre 4,7% e a baixa em 2,1%.

Um dos motivos para essa falta de preocupação com o futuro financeiro é explicada em parte, porque a estabilidade da economia brasileira, é relativamente nova pós o plano real, que tem pouco mais de 20 anos. Quando há incerteza em relação ao futuro, quase ninguém se planeja para poupar dinheiro.

Com as mudanças nas regras da previdência e com o aumento da expectativa de vida, guardar dinheiro para o futuro já se tornou um item de necessidade. Previdência privada, fundos de investimentos privados ou mesmo a poupança, são boas maneiras de começar a planejar a aposentadoria. O importante mesmo é começar bem cedo e manter a disciplina.

O educador financeiro, Mauro Calil, concorda que para quem recebe até três salários mínimos, poupar é uma missão quase impossível por causa das necessidades imediatas mais urgentes. Mas ele sugere que todo mundo comece com uma meta pequena e mais fácil de ser alcançada.

“Quem quer poupar precisa separar pelo menos 10% do quanto recebe todo mês para investir em sua aposentadoria. O ideal é que a pessoa chegue a poupar até 30% e guarde-o bem em um investimento confiável. Poupando 30% todo mês e acompanhando isso persistentemente, o poupador poderá se aposentar em até 15 anos no padrão de vida atual. Quando mais cedo você começa a planejar, menor será o seu esforço. Portanto, mais fácil será chegar até a sua aposentadoria”, disse Mauro.

Além de poupar para a aposentadoria, o educador financeiro também aconselha que todos os brasileiros aprendam a criar um fundo de emergência. Feito para aqueles momentos mais difíceis, o fundo de emergência garante que a pessoa tenha uma estabilidade durante um período mínimo de 6 meses. O valor economizado deve ser também de no mínimo 10% do total da renda mensal, ou ainda, 30% para agilizar esse processo.

Para economizar, o brasileiro pode passar a adotar novos hábitos mais conscientes, como as compras planejadas e necessárias. Por outro lado, comprar por impulso costuma ser o pior vilão para quem quer poupar dinheiro, por isso saiba compre tudo que for necessário e fuja das compras por impulso.